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Economia Política - Equidade e eficiência

"Ao falarmos da Economia Política temos presente que a satisfação de necessidades da comunidade e a realização de escolhas para garantir a melhor afectação de bens e serviços aos fins que temos em vista estão sempre condicionadas por dois pólos que determinam a compreensão dos fenómenos económicos. Referimo-nos à equidade e à eficiência - ou seja, à indispensável distribuição equilibrada de recursos entre os sujeitos económicos com base em critérios de justiça, de modo que haja coesão social e que a comunidade se mantenha a partir da confiança entre os seus membros, de um lado; e à capacidade de a comunidade alcançar os melhores resultados, com menores custos e maiores benefícios, por outro.
Uma economia apenas poderá alcançar plenamente as suas finalidades se souber ligar estes dois elementos - não basta procurar a justiça na redistribuição de recursos e rendimentos (através de um sistema fiscal justo), nem desejar obter os maiores ganhos (através da produtividade, da competição e da concorrência), é necessário ligar os resultados nos dois domínios. As escolhas económicas têm sempre em mente a conciliação dos dois pólos. Cria-se riqueza para melhorar o bem-estar e a dignidade das pessoas, garante-se a justiça social a partir de uma melhor utilização dos recursos disponíveis. Essa harmonização tem de ser feita através de uma adequada complementaridade e equilíbrio entre o funcionamento dos mercados e a intervenção do Estado."
Guilherme d'Oliveira Martins in Cursos de Direito e de Solicitadoria da Universidade Lusíada