14 de Março de 2012

Divulgação - Tertúlia à Quarta


O panorama atual, cultural e social, revela uma procura incessante de sentido para a existência humana. Esta procura desencadeia um tecido de convicções religiosas nem sempre condizentes e pacíficas. Cada religião pressupõe-se como detentora da Verdade única revelada. Gera-se, assim, uma intolerância entre visões diversas a respeito da fé e das suas componentes doutrinárias que, levadas ao extremo, desencadeiam atos de violência de vária índole, genocídios e guerras proclamadas em nome de Deus.
Como perpassa, nesta lógica de ideias, o Deus único e verdadeiro, comum das religiões monoteístas? Existe uma verdade divina única ou esta revela-se a si mesma sob várias configurações e entendimentos? Tem sentido a luta entre religiões e o proselitismo? A própria palavra “tolerância” não pressupõe uma certa negatividade de aceitação religiosa que, a bem da convivência humana, se traduz em conformidade passiva?
São questões como estas a que o ISCRA anseia responder, e que motivaram o convite dirigido ao Professor Doutor José Eduardo Borges de Pinho, teólogo catedrático da Universidade Católica Portuguesa, para lhes dar resposta na próxima Tertúlia à Quarta, que decorrerá no dia 11 de Abril, às 21h, no salão do Centro Universitário Fé e Cultura e com entrada livre.
ISCRA - Serviço de Divulgação

13 de Março de 2012

Mil novecentos e oitenta e quatro - Apontamento de preparação para o visionamento do filme


«Estamos a viver num mundo onde ninguém é livre, no qual dificilmente alguém está seguro, sendo quase impossível ser honesto e permanecer vivo.»             George Orwell, The Road to Wigan Pie

 
A simples crítica à racionalidade em Mil novecentos e oitenta e quatro de George Orwell é mesmo ultrapassada, chegando de certa forma a atingir extremos. 1984 é um assustador retrato de uma Inglaterra futura subjugada às mãos de um tirano, o Big Brother, caracterizado por um olhar sempre atento e punidor. Todos são constantemente vigiados pelos sempre presentes telescreens!
1984 é o prelúdio assustador do que seria uma sociedade totalmente governada pela razão e pelos instrumentos tecnológicos. Na verdade, a sociedade de Oceânia, uma das três partes em que o mundo aparece dividido, em 1984, não usa a razão como um meio (como tem sido até aqui), mas como um fim.

« O poder não é um meio, é um fim. Não se instaura uma ditadura para se salvaguardar uma revolução; faz-se a revolução para se instaurar a ditadura. O objectivo da perseguição é a perseguição; o da tortura é a tortura; o do poder, o poder (...). Estás a pensar que eu falo de poder, e nem sequer consigo evitar a ruína do meu próprio corpo. Será que não entendes, Winston, que o indivíduo não passa de uma célula? O cansaço da célula está no vigor do organismo. Porventura morres quando cortas as unhas? (...) Somos os sacerdotes do poder. (...) Deus é o poder. (...) Sozinho, livre, o ser humano acaba sempre derrotado. E tem que ser assim, porque cada ser humano está condenado a morrer, o que constitui o maior de todos os fracassos. Mas se o homem for capaz de aceitar uma submissão total, absoluta, se for capaz de fugir à sua própria identidade, se for capaz de se fundir no Partido a ponto de ser o Partido, então será omnipotente e imortal. A segunda coisa que tens de perceber é que o poder é poder sobre os seres humanos. Sobre o corpo, claro, mas acima de tudo sobre o espírito. O poder sobre a matéria (sobre a realidade exterior, como tu dirias) não é importante. O nosso domínio sobre a matéria tornou-se já absoluto.(...) Começas agora a ver que tipo de mundo estamos a criar? Precisamente o oposto das estúpidas utopias hedonistas que os antigos reformadores imaginaram.(...) Não restará lealdade, senão a lealdade ao Partido. Nem amor, senão o amor pelo Big Brother. Nem riso, senão o riso da vitória sobre um inimigo aniquilado. Nem arte, literatura ou ciência.(...) Mas haverá sempre (não te esqueças disto, Winston), haverá sempre a embriaguez do poder,(...). Se queres uma imagem do futuro, pensa numa bota a pisar um rosto humano. Para sempre.»
Orwell. G. , Mil Novecentos e Oitenta e Quatro

12 de Março de 2012

Vontade e Poder

«Todos os homens procuram ser felizes. Isto é sem excepção. Quaisquer que sejam os diferentes meios que empregam para isso, todos tendem para esse fim. O que faz que uns vão à guerra e outros não é este mesmo desejo que está, nuns e noutros, acompanhado de diferentes modos de ver. A vontade nunca dá nenhum passo, por pequeno que seja, a não ser para este objectivo. É o motivo de todas as acções de todos os homens, até mesmo dos que se vão enforcar (…)»



Pascal, Pensées 425


9 de Março de 2012

Tecnociência: riscos e impactos na sociedade

A condição humana traz-nos uma série de questões importantes, se por um lado somos seres racionais com uma sensação de invencíveis, por outro somos dotados de uma fragilidade que nos coloca num conjunto de incertezas. (…)
Por conseguinte a tecnologia apresenta-nos uma ambivalência pois se por um lado liberta o homem de determinadas funções, de outro lado vem subjugando a sociedade à lógica quantitativa destas mesmas máquinas.
Podemos imaginar o futuro, quando ocorrerão mudanças drásticas no Homem e na natureza, que serão possíveis com a ajuda da tecnociência, e o seu universo de manipulações, desde a manipulação genética à manipulação da actividade simbólica. Vivemos numa era de concubinato entre o Homem e elementos cibernéticos, associando e permitindo-lhes viver com vantagens.
A tecnociência leva o Homem a confrontar-se com questões que são únicas nos nossos tempos. Esta nova ordem traz ao Homem uma expansão da capacidade técnica inimaginável e cujas consequências irão provocar um enorme tremor na própria existência do ser humano. Ou seja, a definição de homem, tal como foi concebida é, hoje em dia, colocada em dúvida. A capacidade moral e ética é atingida, sendo-nos cada vez mais difícil decidir o que é correcto do que está errado. Os nossos valores e juízos éticos são abalados atingindo a nossa capacidade de raciocinar.
“As inovações tecnocientíficas têm trazido em seu seio mudanças profundas no ethos das sociedades  nelas envolvidas.” - Newton Aquiles von Zuben - Ou seja, o Homem é atingido na sua capacidade de raciocinar, pois os valores éticos, que antes eram a principal base da compreensão, hoje são desadequados e desnecessários. As evoluções na tecnociência têm sido encaradas como actos violentos, inumanos e anti-naturais. Se por um lado qualquer manipulação simbólica é aceite e considerada legítima e moralmente válida, por outro alguma intervenção maior, por exemplo ao nível da genética, é considerada impensável e diabólica.
Com todas estas evoluções existe já um quase ditado popular: “o problema não é especializar, mas o especialista generalizar” ou seja, com todas estas mudanças e exigências todos nós temos de ter um pouco de conhecimento em todas as áreas.
in tecnociencia.webs.com

8 de Março de 2012

O que é a tecnociência?

A palavra tecnociência surge como um recurso da linguagem para caracterizar a íntima ligação entre ciência e tecnologia e a desconfiguração de seus limites. O termo tecnociência não conduz necessariamente ao fim das distinções entre a ciência e tecnologia, mas, alerta-nos para que a pesquisa sobre elas, e as políticas praticadas em relação às mesmas sejam implementadas a partir do tipo de afinidade que a palavra tecnociência deseja sublinhar. Deve-se tomar consciência da natureza tecnocientífica da actividade científica e tecnológica contemporânea. Não se trata só de insistir nas inter-relações, mas também de apoiar o pólo técnico ou tecnológico como preponderante.
É importante elucidar a importância que a diferença entre a ciência e a Tecnologia exerceu no universo intelectual da fase imediata à 2ª Guerra Mundial. Uma vez escandalizada com o impacto das bombas atómicas de Hiroshima e Nagasaki, a comunidade cientifica encontrou-se com a necessidade de diferenciar a ciência e Tecnologia.
Actualmente, são bastantes as vezes em que a ciência é tida e confundida com a tecnologia. Na verdade, e mesmo apesar da sua relação, estas são totalmente diferentes.
A ciência tem como base um conjunto de verdades, logicamente articuladas entre sim, de maneira a administrarem um sistema concordante. Subjectivamente, é um conhecimento exacto das coisas devido às suas causas ou princípios. Remete para um conhecimento mais objectivo da realidade em relação ao Homem; tal conhecimento pode e deve ser posto em prática para facilitar de uma forma eficiente a criação da vida material, assim, esta aplicação compõe a tecnologia. Por sua vez, esta vai-se confrontar com a técnica, que se direcciona a outros métodos não informados pelo conhecimento científico, que são um apoio para o Homem solucionar algumas questões práticas.
Se abordarmos a ciência por dois prismas, então temos que: por um lado, a ciência confere a génese da tecnologia e administra-lhe as formas e o saber que vão conceder a criação de tecnologias tais como: microscópios, termómetros, entre muitos outro; por outro lado, o avanço da ciência está dependente dessas tecnologias que (por exemplo), possibilitaram a criação do termómetro, e assim que nos permitiu concluir que a ebulição e solidificação da água está entre os 100ºC e os 0ºC, respectivamente. Mas e mesmo apesar das suas divergências, a ciência e a tecnologia estão profundamente ligadas, mesmo sendo possível fazer a sua distinção, faz-se com que na prática seja completamente impossível a sua separação uma vez que o aperfeiçoamento e o avanço de ambas, anui na sua colaboração mútua. Deste modo, deverão ser tratadas como uma só entidade, daí derivar o conceito “Tecnociência”.
A Tecnociência é uma espécie de afirmação radical do projecto de saber começado pela ciência moderna. As alternativas da Tecnociência ajustam-se no plano da acção, embora os seus defeitos não sejam menos decisivos na vertente ética. É este o contexto do retorno da ética neste início do século. O autoritário tecnocientifico, admite que não há nenhum limite à priori da tecnociência. No lado oposto encontramos a posição “Tecnofóbica” que trespassa como a sobrevivência do Homem enquanto ser. Entre a fuga e à ética bem como a recusa da tecnociência, é provável delimitar um terceiro meio, que coloca deveras a necessidade de fazer escolhas entre as possibilidade tecnocientificas. Alberga-se assim, tratar-se de se criar uma interacção do simbólico e do tecnocientifico, em termos da sua respectiva abertura.
A ideia de tecnociência sublinha também os complexos laços sociais que conduzem o desenvolvimento científico-tecnológico. O papel dos interesses ou valores sociais na definição do seu curso é tanto mais claro na medida que a dimensão tecnológica passa a ser influente.
Em suma, e muito sucintamente, temos que, a Tecnociência é um conceito muito vasto, amplamente usado na comunidade interdisciplinar de estudos ou pesquisas de ciência e tecnologia para designar o contexto social e tecnológico da ciência respectivamente. O termo, remete ainda para um simples reconhecimento comum de que o conhecimento cientifico não é apenas socialmente codificado e socialmente posicionado, mas também é suportado e tornado duradouro mediante redes materiais não humanas. Pode-se ainda mencionar que o termo “Tecnociência” foi criado por Gilbert Hottois, filósofo belga; o termo foi criado em fins dos anos de 1970.

adaptado a partir de g-sat.net

7 de Março de 2012

Ciência: um conhecimento objectivo-subjectivo

Alguns pensadores actuais vêem sinais de que o paradigma emergente da cientificidade tende a superar a antinomia objectividade / subjectividade, levando a ciência a reconhecer-se na fronteira onde convivem a arte, a religião e a filosofia, que até agora foram as representantes do mundo subjectivo, das vivências e dos valores.
«A ciência moderna consagrou o homem enquanto sujeito epistémico, mas expulsou-o, tal como a Deus, enquanto sujeito empírico. Um conhecimento objectivo, factual e rigoroso, não tolerava a interferência dos valores humanos ou religiosos. Foi nesta base que se construiu a distinção dicotómica sujeito/objecto. No entanto, a distinção sujeito/objecto nunca foi tão pacífica nas ciências sociais quanto nas ciências naturais e a isso mesmo se atribuiu o maior atraso das primeiras em relação às segundas. Afinal, os objectos de estudo eram homens e mulheres como aqueles que os estudavam [...].
No domínio das ciências fisico-naturais, o regresso do sujeito fora já anunciado pela mecânica quântica ao demonstrar que o acto do conhecimento e o produto do conhecimento eram inseparáveis. Os avanços da microfísica, da astrofísica e da biologia das últimas décadas restituíram à natureza as propriedades de que a ciência moderna a expropriara […].
A nova dignidade da natureza mais se consolidou quando se verificou que o desenvolvimento tecnológico desordenado nos tinha separado da natureza em vez de nos unir a ela e que a exploração da natureza tinha sido o veículo da exploração do homem. O desconforto que a distinção sujeito/objecto sempre tinha provocado nas ciências naturais propagava-se assim às ciências naturais. O sujeito regressava na veste do objecto. Aliás, os conceitos de «mente imanente», «mente mais ampla» e «mente colectiva» [...] e outros constituem noticias dispersas de que o outro foragido da ciência moderna, Deus, pode estar em vias de regressar. Regressará transfigurado, sem nada de divino senão o nosso desejo de harmonia e comunhão com tudo o que nos rodeia e que, vemos agora, é o mais íntimo de nós. Uma nova gnose está em gestação. [...]
Por isso, todo o conhecimento científico é autoconhecimento. A ciência não descobre, cria, e o acto criativo protagonizado por cada cientista e pela comunidade científica tem de se conhecer intimamente antes que se conheça o que com ele se conhece do real. Os pressupostos metafísicos, os sistemas de crenças, os juízos de valor não estão antas nem depois da explicação científica da natureza ou da sociedade. São parte integrante dessa mesma explicação. A ciência moderna não é a única explicação possível da realidade e não há sequer qualquer razão científica para a considerar melhor que as explicações alternativas da metafísica, da astrologia, da religião, da arte ou da poesia. A razão por que privilegiamos hoje uma forma de conhecimento assente na previsão e no controlo dos fenómenos nada tem de científico. E um juízo de valor. A explicação científica dos fenómenos é a autojustificação da ciência enquanto fenómeno central da nossa contemporaneidade».

B. SOUSA SANTOS, Um discurso sobre as ciências

6 de Março de 2012

A objectividade como objectivo da ciência

A objectividade não se confunde com a verdade nem com a realidade considerada em si mesma.
Objectividade é aquilo que o conhecimento científico procura atingir. Mas será que algum dia se pode por via científica chegar à realidade? Ou à verdade?
Muitos filósofos o negaram. Em particular Kant, que, como sabemos, dizia que o nosso conhecimento só nos dá as coisas tais como elas nos aparecem e não tais como são, porque irremediavelmente conhecemos as coisas através das nossas faculdades de conhecimento e estas estão investidas de formas a priori dentro das quais são recebidos e enformados os dados recolhidos pelas sensações.
Mas o que se entende por objectividade e até que ponto a ciência é objectiva?
Objectividade é o que se opõe à subjectividade, isto é, aos factores subjectivos (psicológicos, emocionais, individuais).
Assim, a objectividade científica alcança-se na medida em que se obedece a um conjunto de requisitos protocolares de método e teoria com os quais se mune aquele que vai investigar um dado conjunto de fenómenos.
Por isso se pode dizer que a ciência consegue ser objectiva à custa de isolar artificialmente os aspectos do fenómeno que pretende estudar e de, em certo sentido, "criar o fenómeno".
Para a ciência moderna, a objectividade do conhecimento consiste na determinação das qualidades mensuráveis e quantificáveis do fenómeno, por conseguinte, no estudo das propriedades matemáticas e geométricas e não das qualidades ou propriedades sensíveis.
Objectividade não é, por conseguinte, aquilo que está de acordo com os factos ou com a observação espontânea, mas aquilo que está de acordo com a essência do fenómeno enquanto este é pensado racionalmente. Por isso, a ciência não pretende chegar a saber o que é a essência das coisas ou o que as coisas são em si mesmas. Ela trata das relações [...] entre os fenómenos na medida em que tais relações são mensuráveis ou quantificáveis. […]
A natureza do cientista não é a natureza do nosso viver quotidiano.

R. CHAUVlN, Deus das formigas, Deus das estrelas

MENSAGENS RECENTES

LEITURAS (LIVROS QUASE AO ACASO)

  • ALTHUSSER,Louis - FILOSOFIA E FILOSOFIA ESPONTÂNEA DOS CIENTISTAS - Editorial Presença (excelente como introdução à matéria do 2º e 3º períodos do 11º ano)
  • ATTALI, Jacques - BREVE HISTÓRIA DO FUTURO - Dom Quixote (Um dos intelectuais europeus mais respeitados fala sobre a "incrível história dos próximos 50 anos")
  • BEER, Gunter - WEB DESIGN INDEX 7 - Agile Rabbit Editions (Uma compilação fabulosa do melhor do webdesign mundial em 2007/2008 - vem com CD-ROM ;) )
  • BLOOM, Allan - A CULTURA INCULTA - Publicações Europa-América (Uma excelente reflexão sobre o declínio da cultura geral - Livro algo conservador exigindo alguma abertura de espírito)
  • BOCHENSKI,I.M. - HISTÓRIA DE LA LÓGICA FORMAL - Biblioteca Hispanica de Filosofia (Só para "apanhados" rsrsrs)
  • CANTON, James - SABE O QUE VEM AÍ? - Ed, Bizâncio ( Um excelente livro sobre as tendências que moldarão o futuro).
  • CARDOSO, Miguel Esteves - AS MINHAS AVENTURAS NA REPÚBLICA PORTUGUESA - Assírio e Alvim (crónicas com quase 20 anos de idade mas muito actuais, livro irónico, crítico, cínico e muito bem disposto... a não perder MESMO)
  • CATHCART, Thomas e Daniel Klein - HEIDEGGER E UM HIPOPÓTAMO CHEGAM ÀS PORTAS DO PARAÍSO - D.QUIXOTE ( Excelente e bem disposto livro para férias; uma reflexão sobre a morte, páginas recheadas de saber e boa disposição.)
  • CHILD,Lincoln - ABISMO - Ulisseia (um "thriller" no fundo do mar)
  • CRICHTON,Michael - ESTADO DE PÂNICO - Dom Quixote (Romance provocador em torno do eco terrorismo)
  • DIAS, Joana Amaral - MANÍACOS DE QUALIDADE - A esfera dos livros (um livro acessível, cheio de história com histórias das relações entre a sociedade, a loucura e as classificações psiquiátricas.)
  • FAGUET, Emile - O Culto da Incompetência - Padrões Culturais editores (O retrato é claramente actual: o culto da incompetência e a escassez de valores de excelência que o autor identificou há cem anos atrás mantêm-se e grassam como uma epidemia.)
  • FOLLET, René - A NOITE DA ARANHA - Meriberica/liber editores (Uma banda desenhada com qualidade gráfica e com um enredo de terror)
  • GALLEGO, Juan María Laboa - HISTÓRIA DOS PAPAS - Esfera dos Livros (É a história e o retrato de 267 Papas, a religiosidade, os problemas, as intrigas e a autoridade sobre a Igreja Católica).
  • HAWKING, Stephen W. - A TEORIA DE TUDO - Gradiva (linguagem acessível numa obra que levanta questões da física contemporânea que continuam sem resposta, a procura de combinar teorias parciais numa teoria de unificação de tudo. Um génio!)
  • ILIFFE, Glyn - ULISSES, REI DE ÍTACA - Bertrand editora ( Um romance criado a partir da Mitologia Grega, cheio de aventura, paixão e batalhas)
  • KAKU, Michio - MUNDOS PARALELOS - Bizâncio (relações entre a relatividade de Einstein, a mecânica quântica, a cosmologia e a teoria das cordas. Uma aproximação à teoria de "quase tudo". Excelente!)
  • LARSEN, Rein - As obras primas de T.S. Spivet - Editorial Presença, (Um romance de um estreante, características invulgares, bem escrito e bem ilustrado.)
  • LEVINAS, Emmanuel - ÉTICA E INFINITO - Edições 70 (Um autor a conhecer com uma Filosofia muito interessante e actual. "Alguma exigência para uma leitura proveitosa)
  • LOURENÇO, Eduardo - NÓS COMO FUTURO - Assírio e Alvim (Um livro muito pequeno, com uma reflexão profunda mas descomplicada)
  • LOVECRAFT, Howard Phillips - OS MELHORES CONTOS DE LOVECRAFT - Ed. saída de emergência - ( Provavelmente o mais influente escritor de terror do séc.XX, marcou outros tão diferentes como Umerto Eco, Robert Bloch, John Carpenter ou Stephen King... a não perder!)
  • LOVELOCK, James - A VINGANÇA DE GAIA - Gradiva (Uma reflexão cheia de informação justificando a "retaliação" da Terra... como podemos salvar a Humanidade?)
  • NEVES, João César das - O QUE É A ECONOMIA? - Principia Editora ( Um livro pequeno e "simpático", apresentando o essencial da ciência económica de forma sistematizada e muito clara.)
  • PRADEAU, Jean-François - HISTÓRIA DA FILOSOFIA - D. Quixote ( dois mil anos de debates e revoluções na história do pensamento humano condensados num único volume. Muito claro e rigoroso. Fundamental em qualquer biblioteca.
  • PRESTON, Douglas e Lincoln Child - O GABINETE DE CURIOSIDADES - Ulisseia (Romance policial inteligente, alucinante... no género estará entre os melhores que li.)
  • SANTOS, José Rogrigues dos - O SÉTIMO SELO - Gradiva (Não será talvez o melhor livro do autor mas a actualidade do tema e a correcção da escrita exigem a leitura)
  • SCHATZING, Frank - O QUINTO DIA - D. Quixote (mais um excelente eco-romance; a natureza em revolta contra a acção humana. Imperdível!)
  • SELZNICK, Brian - A INVENÇÃO DE HUGO CABRET - Ed. Gailivro (Excelente e muito premiada combinação de desenho a carvão e texto, proporciona uma desconstrução de leitura numa experiência realmente inovadora. Indispensável!)
  • SHTEYNGART, Gary - ABSURDISTÃO - Editorial Estampa (Um romance bem disposto e crítico, retrata de forma muito verdadeira o mundo em que vivemos)
  • TAVARES, Miguel Sousa - RIO DAS FLORES - (Romance com excelente pesquisa histórica, de leitura fácil e muito agradável)
  • VÁRIOS, 53 autores - CURTAS LETRAGENS - Plátano Editora (autores portugueses... um bom livro de cabeceira)
  • ZAFÓN, Carlos Ruiz - A SOMBRA DO VENTO - Dom Quixote (... a meu ver, das melhores obras literárias dos últimos anos!)
  • ZIMLER, Richard - A SÉTIMA PORTA - Oceanos ed. (no estilo único do autor, um regresso com um romance no seguimento de "O último cabalista de Lisboa". Profecias cabalísticas, intriga e vidas duplas... A ler sem falta.)