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Pessimismo, felicidade e sentido da vida, na cultura clássica Grega

Os gregos sentiam que o mundo não tinha qualquer finalidade. A sua criação não era atribuída a qualquer deus. A matéria de que era feito sempre existira e obedecia às leis que lhe eram próprias. Os deuses pouco ou nada podiam fazer para contrariar esta realidade. Como os homens também eles estavam submetidos aos mesmos ciclos da natureza: nasciam, sofriam e desapareciam quando terminava o ciclo do eterno retorno. Afastados no mundo humano, pouco mais eram do que objectos estéticos. Nenhum deus está em condições de assegurar aos homens a paz ou a felicidade. Estes estão entregues a si próprios, restando-lhes apenas viver com sabedoria a vida, gozando o presente. Depois espera-os o horror do Hades, lugar de trevas e de silêncio, donde voltarão para reencarnar um novo corpo, sofrer e voltar a morrer.
"Entre todos os seres que sobre a terra respiram e se movimentam, nenhum é mais infeliz do que o homem". Homero, Odisseia.
in afilosofia.no.sapo.pt