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Aspectos técnicos do texto argumentativo

Objectivo:
Formar a opinião do leitor ou ouvinte, tentando convencê-lo daquilo que está a ser exposto, modificar a opinião do interlocutor/leitor em relação ao mundo que o rodeia.

A argumentação incide sobre valores:
Valores de ordem técnica (útil/inútil)
Valores morais (bem/mal)
Valores afectivos (agradável/desagradável)
Valores modais (necessidade/ausência de necessidade; possibilidade/impossibilidade; verdadeiro/falso)

Composição de uma argumentação:
Estrutura típica:
-Primeira parte – tese – exposição do que deve ser tomado por verdadeiro;
-Segunda parte – premissas – factos e pontos de vista aceites por uma comunidade social, funcionando como autoridade;
-Terceira parte – argumentos – razões a favor e/ou contra a tese (a lógica dos argumentos é explicitada por adição, alternativa, oposição, negação, causa/efeito, consequência);
-Quarta parte – conclusão – reafirmação da tese; conclui-se o raciocínio.

Técnicas argumentativas informais e formais frequentemente utilizadas:
Alusões, subentendidos;
Nomeação da autoridade;
A universalidade (que consiste na aceitação generalizada de uma ideia);
A experiencia pessoal (vivencias experimentadas);
A semelhança (que é, à partida, aceite pelos ouvintes).
(há pelo menos 48!)

Estrutura frásica/discursiva:
Paralelismos estruturais;
Recorrência a conectores frásicos e discursivos; utilização frequente de orações subordinadas causais e condicionais e de orações coordenadas conclusivas.

Léxico:
Repetições lexicais;
Jogos com valores semânticos e culturais das palavras;
Utilização de conectores (conjunções, locuções conjuntivas, advérbios, locuções adverbiais).

Recursos estilísticos:
-Hipálages; (Recurso de estilo do nível semântico, que consiste na atribuição, a um nome, de uma qualidade que logicamente pertence a outro nome da mesma frase. Ex.: "Fumando um pensativo cigarro",)
-Hipérboles; (Figura de pensamento que consiste na amplificação crescente, quer por excesso quer por defeito, de um determinado objecto, sentimento ou ideia, de forma a provocar no indivíduo estranheza para além da realidade credível.)
-Metáforas; (recurso literário em que se usa uma ideia ou imagem para falar de outra coisa que não essa ideia ou imagem)
-Interrogações retóricas; (interrogação que não tem o objectivo de obter uma informação ou uma resposta, mas sim provocar um efeito no destinatário do discurso, eventualmente ajudando na argumentação que está a ser feita. Num registo vulgar servirá aqui de exemplo, não nas aulas...rsrsrsrs, a pergunta... estás parvo?! É claro que não esperamos obter resposta... :) )
Etc …
F.Lopes