Avançar para o conteúdo principal

Desejo de Paz?

Colombianos dizem “não” à paz, mas FARC mantêm compromisso
Surpresa na Colômbia. O referendo que se destinava a aprovar o acordo de paz entre o Governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) não passou pelo povo colombiano, segundo os resultados oficiais conhecidos.
Com 99.25% dos votos contados, o “não” conquista 50,24%, contra 49.75% do “sim”. A abstenção foi de mais de 60%.
O acordo tinha sido assinado pelo Presidente, Juan Manuel Santos, e pelo líder dos rebeldes das FARC, depois de meses de negociações. O objectivo foi colocar um ponto final a uma guerra civil que dura há cerca de 40 anos e Juan Manuel Santos já prometeu manter o cessar-fogo.
“Sou o primeiro a reconhecer este resultado. Esta decisão democrática não deve afectar a estabilidade que vou garantir. O cessar-fogo bilateral e definitivo é para prosseguir”, afirmou.
“Convocarei todas as forças políticas e, em particular, aquelas que se manifestaram pelo ‘não’ para escutá-las, para abrir espaços de diálogo e determinar o caminho a seguir”, continuou.
Segundo Juan Manuel Santos, “encontrar pontos de encontro e de união é agora mais importante que nunca e é o que vamos fazer”.
Também o líder das Forças Armadas Revolucionárias se mostrou surpreso com o resultado. Em Cuba, Rodrigo Londoño deixou a garantia: “As FARC mantêm a sua vontade de paz e reiteram a sua disposição de usar somente a palavra como arma de construção para o futuro”.
Antes de saber dos resultados oficiais, o Papa pronunciou-se, no avião de regresso ao Vaticano depois da visita à Geórgia e ao Azerbaijão, precisamente sobre a situação na Colômbia. Francisco disse que quer visitar o país. "Quero lá ir quando tudo estiver encerrado, quando tudo estiver absolutamente seguro. Não se pode andar para trás, ou seja, é preciso que o mundo internacional e todas as nações estejam de acordo e que não se fará recurso à violência. Mas tudo depende do que disser o povo. O povo é soberano"
in rr.sapo.pt