Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Julho, 2012

QUANTO CUSTA PERDER O FUTURO? - por António Morais

Carta aberta ao Ministro da Educação Seria mais honesto da sua parte se dissesse aos portugueses que a escola não é uma prioridade para o governo - do qual faz parte - e que as medidas que tomou na área da educação são todas de cariz económico e não pedagógico. Esta é uma opção! Uma opção política! Talvez não a melhor! Talvez a mais fácil, dadas as circunstâncias! Mas deixemo-nos de hipocrisias - não é para melhorar o ensino público que as tomou. É apenas para poupar dinheiro! Ouso perguntar-lhe quanto custa perder uma geração? Quanto custa perder o futuro? Precisamos mesmo fazer alguma coisa. Não podemos ficar apenas pelos lamentos. Precisamos ideias. Ideias exequíveis para pôr em pratica já. A hora é de agir!!! Podem divulgar e fazer o que entender, para encontrar caminhos, vias para alcançar soluções justas. Não podemos ser cúmplices da chacina das novas gerações. Se nos querem matar lentamente, de forma indigna e vexatória resistiremos de pé e com toda a dignidade. Precisamos de dar…

Uma classe zombie e um ministro bárbaro - por Santana Castilho

Numa sexta-feira, 13, a tampa de um enorme esgoto foi aberta ante a complacência de uma classe que parece morta em vida. Nuno Crato exigiu e ameaçou: até 13 de Julho, os directores dos agrupamentos e das escolas que restam tiveram que indicar o número de professores que não irão ter horário no próximo ano-lectivo. Se não indicassem um só docente que pudesse vir a ficar sem serviço, sofreriam sanções. Esta ordem foi ilegítima. Porque as matrículas e a constituição de turmas que delas derivam não estavam concluídas a 13 de Julho. Porque os créditos de horas a atribuir às escolas, em função da deriva burocrática e delirante de Nuno Crato, não eram ainda conhecidos e a responsabilidade não é de mais ninguém senão dele próprio e dos seus ajudantes incompetentes. Não se conhecendo o número de turmas, não se conhecendo os cursos escolhidos pelos alunos e portanto as correspondentes disciplinas, não se conhecendo os referidos créditos, como se poderia calcular o número de professores? Mas, ap…

Terrivelmente humano - por A. Marinho e Pinto

Perante a imensidão da tragédia humana, como reage o homem ao longo da História? Em regra, de duas maneiras: ou aceita o seu destino com resignação e depõe o seu sofrimento na ara de uma qualquer divindade ou então revolta-se. E quando se revolta ele exprime sempre nesse gesto uma negação. Umas vezes recusa a sua própria existência e nega a sua própria condição humana. Não aceita o lugar que lhe foi reservado na vida e no Mundo e revolta-se contra o seu Deus, usando a única arma que sabe manejar que é a blasfémia. É a revolta existencial que o levará quase sempre ao suicídio. Outras vezes, porém, o homem insurge-se contra o seu lugar na sociedade. Acusa não Deus mas outros homens e ergue-se contra o soberano. Empunhando a espada, ele parte para a aventura revolucionária, que não raro o conduz a extremos de violência coletiva. É a revolta social que inevitavelmente o levará ao homicídio. (Nos tempos atuais há ainda um "tertium genus": a "indignação", ou seja, uma es…