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Mensagens

A mostrar mensagens de Março, 2010

O fim da Filosofia?

Do fim da filosofia já se fala há praticamente um século. Mas já se vê que não é nada fácil desprender-se de um hábito tão arreigado como é o de pensar sem urgência nem utilidade imediata sobre esse núcleo de perguntas que suportam toda a forma de cultura. Por outro lado, o declínio do pensar filosófico frente ao auge do pensamento técnico-científico, pareceria apoiar essa opinião de que a filosofia é coisa do passado. Profª. Lourdes Flamarique.

Ditadura da Ciência

A evolução do mundo tem que passar necessariamente pelo descobrimento ou redescobrimento daquelas coisas que estão para além da ciência habitual. Aquelas coisas que nos acontecem e que não sabemos explicar, mas atribuímos imediatamente a algum “erro de processamento” do cérebro.
O caminho a traçar é o mesmo que foi trilhado pelos pioneiros da ciência actual…
Questionar. E resolver as questões.
Por vezes assiste-se a algo muito parecido com a ditadura ideológica que era imposta pela igreja na idade média, mas agora a ditadura é imposta pela ciência. Talvez pela grande fiabilidade da Ciência e Tecnologia actuais, deixamos de reconhecer tudo o que não seja avalizado pela ciência. Num tempo em que até a Igreja precisa de provas para reconhecer os seus santos, como é que podemos combater a Ditadura da Ciência?

http://alemente.com/

O homem é o lobo do homem

Ao longo de centenas de milhar de anos a evolução dos animais e das plantas tem sido determinada pela necessidade de cada espécie melhorar as suas hipóteses de sobreviver aos seus predadores, de se alimentar e de se reproduzir, garantindo assim a preservação e a continuidade da respectiva espécie. De todos os seres vivos que se deslocam, o Homem foi o único que, além de evoluir para garantir e satisfazer as suas necessidades básicas, e porque é dotado de inteligência superior, começou a evoluir para garantir também o seu bem-estar e para superar as barreiras das suas limitações físicas, criando uma tecnologia que hoje lhe permite voar mais alto e mais rápido do que os animais que voam, deslocar-se na água mais velozmente do que os animais aquáticos, mergulhar mais fundo e durante mais tempo do que os que mergulham, atingir em terra maior velocidade do que os animais que correm e comunicar entre si não só à distância que a voz alcança, mas também levar a voz e a imagem num piscar de o…

Ciência e progresso.

A ciência e a técnica, transformam a humanidade, sobretudo depois do século XVIII; mudaram-nos definitivamente para o "bem" e para o "mal". As implicações são globais e profundas e estão aqui ao nosso redor, do ambiente à moral; são demasiado evidentes para que as possamos ignorar. Continua a ser frequente encarar-se a ciência e a técnica como neutras: o cientista ou inventor terá apenas um único compromisso e responsabilidade: descobrir e ou criar o que pode ser desvelado e ou inventado. Não podemos mais ver neutralidade na ciência e na técnica: elas servem estratégias de poder e de lucros imorais (observa a tua posição comparativamente ao resto do mundo) e vitimam com frequência Seres Humanos (experiências realizadas durante a 2ª. Guerra Mundial). Uma das questões que está hoje em causa, não é apenas a da responsabilidade moral dos cientistas e inventores, mas também a tua e a necessidade de se estabelecerem limites para a ciência e tecnologia. F.Lopes

Um ensaio filosófico (Indicações para trabalho no 3º período)

Introdução- Depois de no primeiro período termos estudado a estrutura da argumentação e, já neste segundo período, termos feito um trabalho pessoal de investigação, iremos agora preparar-nos para a etapa final onde tentaremos pela primeira vez o ensaio filosófico; muita da filosofia que aprendeste consiste em discussões a favor e contra certas posições, teorias e pontos de vista filosóficos. Ao escreveres um ensaio filosófico, ser-te-á exigido que tomes parte nessas discussões — e não que te limites a reafirmar os argumentos que encontras nos textos ou ouves nas aulas. Claro que irás usar alguns dos argumentos que aí encontras (reconhecendo a sua autoria), mas deves examiná-los criticamente — rejeitá-los ou aceitá-los dando as tuas razões. O teu ensaio, portanto, tem de ser uma peça de discurso argumentativo e racional, e não uma peça de história das ideias.
A estrutura- É absolutamente vital que o teu ensaio tenha uma estrutura e não seja apenas uma série de pensamentos sem qualquer rel…

A questão da objectividade e da cientificidade na Ciência.

A partir da Revolução Científica do século XVII, o estatuto de cientificidade da Ciência passa a ser definido em função de um método rigoroso, pautado numa linguagem matemática, exacta, objectiva, universal e necessária, desvinculada de toda a subjectividade e valor. A Ciência deve, assim, ser entendida como uma forma de conhecimento, cuja tarefa é a de apropriar-se do real e explicá-lo de modo objectivo, mediante o estabelecimento de leis universais e necessárias entre os fenómenos, leis estas previsíveis e passíveis de controle experimental. Observa-se, deste modo, uma relação intrínseca entre a cientificidade e a objectividade de uma ciência.
O modelo de cientificidade e de objectividade da Matemática e das Ciências da Natureza torna-se o ideal de cientificidade e de objectividade a ser procurado nas Ciências Humanas. Toda esta busca suscita uma série de questões: as Ciências Humanas, tendo uma especificidade própria, não devem ser construídas segundo o modelo de explicação das Ciê…

CIência e senso comum

Nas diferenças entre a ciência moderna e o senso comum, está implícita a diferença importante que deriva de uma estratégia deliberada da ciência que a leva a expor as suas propostas cognitivas ao confronto repetido com dados observacionais criticamente comprovativos, procurados sob condições cuidadosamente controladas. Isto não significa, no entanto, que as crenças do senso comum sejam invariavelmente erradas, ou que não tenham quaisquer fundamentos em factos empiricamente verificáveis. Significa que, por uma questão de princípio estabelecido, as crenças do senso comum não são sujeitas a testes sistemáticos realizados à luz de dados obtidos para determinar se essas crenças são fidedignas e qual é o alcance da sua validade. Significa também que os dados admitidos como relevantes na ciência devem ser obtidos através de procedimentos instituídos com o objectivo de eliminar fontes de erro conhecidas. Deste modo, a procura de explicações na ciência não está simplesmente em tentar obter &q…

Dia Internacional da Mulher

Porquê 8 de Março?
Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo. in: http://www.eselx.ipl.pt

A discriminação continua
Nos últimos dias, relatórios nacionais e internacionais voltaram a chamar a atenção para o facto de as mulheres continuarem a ter mais dificuldade em ascender a lugares de topo. Em Portugal, por exemplo, a pa…

60 anos após George Orwell

Em defesa da privacidade, da liberdade e do pensamento crítico

No dia 21 de Janeiro de 1950 morreu George Orwell, exemplo de pensamento crítico livre. George Orwell hoje não teria uma conta no Facebook ou no Twitter. Lutaria contra a cada vez menor privacidade das nossas vidas, enfraquecida por pequenas coisas como a informação que damos para subscrever um serviço de internet ou por outras maiores, como a arquitectura das casas transparentes. Teria corado de vergonha com a atribuição do Nobel da Paz a Barack Obama. Se tivesse carro (pouco provável) tremeria antes de comprar o chip electrónico para a matrícula (mas evitaria a multa, porque nunca foi muito abonado). Escreveria artigos ferozes contra o domínio cada vez maior do politicamente correcto, que apaga palavras da linguagem que usamos. Seria um feroz crítico da mansidão dos jornais perante a força das agências de informação do governo. Arrasaria a linguagem hermética e plena de advérbios de modo que domina os relatórios e discu…

A tese descontinuísta da ciência - Gaston Bachelard e Thomas Kuhn

Em relação à questão do desenvolvimento da ciência, Gaston Bachelard defende a tese descontinuista. Este autor defende que há uma verdadeira ruptura entre a ciência e outros saberes, como o senso comum. Estes não diferem apenas no grau de aprofundamento, a própria natureza do conhecimento é diferente.
Bachelard introduz o conceito de "corte epistemológico", ou obstáculo epistemológico, que designa um impedimento ao desenvolvimento científico; são perturbações e deturpações que impedem que a ciência evolua em termos de conhecimento. Para ele, o senso comum não é apenas diferente da ciência, é um obstáculo ao bom desenvolvimento desta. Segundo Bachelard, “a opinião pensa mal, não pensa, traduz necessidades em conhecimentos”. Para este autor é necessário haver uma ruptura com o senso comum, que é o domínio das opiniões, afirmando que “o que se crê saber ofusca o que se deve saber”. Devemos cortar com as crenças, preconceitos e falsas imagens, devemos cortar com a experiência pr…

Ciência: continuidade ou ruptura?

A investigação científica passa pela 'ultrapassagem de limites'. Isto significa que não há investigação sem interferência de obstáculos - obstáculos epistemológicos. Estes não são propriamente as dificuldades próprias da complexidade do objecto que se está a investigar; também não são propriamente os limites conceptuais e técnicos dos investigadores; eles são fundamentalmente elementos internos, isto é inerentes ao cientista, que atrasam, dificultam, travam, impedem, desvirtuam a investigação científica. O racionalismo bachelardiano mostra que o próprio acto de conhecer está eivado de impurezas, de imensos segredos que escapam ao controlo do cientista, provocando riscos, cujos se devem fundamentalmente a que, no acto de conhecer, o cientista coloca mais de si próprio do que vulgarmente ele pensa. Daí a necessidade de uma psicanálise do inconsciente do cientista, isto é, a necessidade de mostrar a existência de uma filosofia nocturna (filosofia espontânea dos cientistas, em li…