Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Outubro, 2009

Filosofia aqui...

Se fosse outro assunto ou até outra disciplina, esta questão talvez fosse desnecessária. Mas, sendo "filosofia", a pergunta aparece na mente das pessoas que sabem da existência deste blogue. A resposta, mais fácil do que se imagina, é simples: ninguém aprende filosofia. Perguntarás... "Então o que vamos fazer?" Dizes bem, quando usas o plural!... "Vamos ver do que somos capazes!..." P.S.: Uma das coisas de que menos gosto são as reclamações retroactivas, como por exemplo: "E naquele dia em que o professor...", "E quando disse...", "No ano passado o professor fez ...". O que pretendo é: "Isso que está a fazer...", "Isto não é verdade", "Está a ser injusto". Certo? Fui Claro? (rsrsrsrsrs) Se quiseres reclama agora, ou cala-te para sempre! ;)
F.Lopes

O atrevimento da lógica

A lógica vai ser a matéria a abordar no 1º período deste ano lectivo. Nos primórdios foi usada sobretudo para fins políticos. Conjugando técnicas retóricas, oratória e o descaramento que muitas vezes é atribuído ainda hoje à classe política, revolucionou a sociedade grega e marcou de forma definitiva toda a matriz da cultura ocidental. Seria estranho se um programa de filosofia não abordasse a lógica, tal como seria estranha a nossa vida se a lógica não estivesse presente, quer nas coisas mais sérias, quer no quotidiano mais simples. Vale a pena perguntar: que estrutura é essa que se esconde por detrás da linguagem? Como descobrir os caminhos às vezes tão camuflados dos discursos políticos? Como perceber a manipulação de que tantas vezes somos vítimas? Como desmontar intenções camufladas e simultaneamente "descaradas" com que nos deparamos? Como conseguir "sobreviver" num mundo em que uns poucos manobram e condicionam a nossa vida?...
Atenas, Séc. V a.c.:
Personage…

Culinária e técnicas de enxertia no programa de filosofia.

Com o passar dos tempos, a Matemática tomou conta da Lógica e na Filosofia alguns resistentes teimaram em manter esta disciplina como sendo fundamental no nosso curriculum. Afinal trata-se da mesma coisa, ou existem diferenças que justifiquem a distinção entre uma lógica matemática e uma lógica filosófica?
Antes de mais, um detalhe importante: a Lógica, como a Psicologia, a Biologia ou ainda a Matemática, é uma ciência independente. Justifica-se então o estudo da Lógica no nosso contexto? A pergunta é importante porque a Lógica foi sendo mantida nos programas mais antigos e também neste que está em vigor sem que estas perguntas tenham merecido uma reflexão séria. Daí que existam aberrações na apresentação dos conteúdos nos vários manuais ao longo dos anos: partiu-se apenas de uma "impressão" de que a lógica devia ser útil e decidiu-se pôr lá qualquer coisa de lógica sem perceber muito bem o propósito e sem seleccionar criteriosamente conteúdos e articulações - "temos qu…

Um modo de comentar...

(Eis um pequeno excerto de um texto filosófico que servirá de ponto de partida e exemplo para o exercício de comentário, tão pedido nos testes.)

"A linguagem está em nós e nós estamos na linguagem. Nós fazemos a linguagem que nos faz. Nós estamos, em e pela linguagem, abertos pelas palavras, fechados nas palavras, abertos sobre outrem , fechados sobre o outro, abertos sobre as ideias, encerrados nas ideias, abertos sobre o mundo, fechados ao mundo. Encontramos o paradoxo cognitivo maior : estamos fechados pelo que nos abre e abertos pelo que nos fecha."
(Edgar MORIN, La Méthode, 4. Les Idées.)

Como se faz um comentário?
Há muitas técnicas possíveis para estruturar um “comentário de texto”. Na disciplina de Português é usual serem estudadas várias dessas técnicas. A que aqui se propõe parece-me consensual:
1. Tema abordado no texto a comentar
2. Problema filosófico a que o autor procura responder
3. Posição do autor (tese) sobre esse problema
4. Justificações (argumentos) apres…

Dédalo e Ícaro - o mito

"Dédalo era um soberbo inventor, que trabalhava vulgarmente com o seu sobrinho Talo, do qual estava encarregado da educação.
Talo, um dia, após passear pela praia, viu o esqueleto de um peixe, forma na qual se viria a inspirar para criar a primeira serra. Com alguma inveja, Dédalo tentou matar este seu sobrinho, atirando-o de um sítio alto. Contudo, antes que atingisse o chão, os deuses interviriam, e o jovem foi transformado numa perdiz, que voou para evitar a desgraça iminente.
Culpado de homicídio, Dédalo foi obrigado a abandonar a cidade natal, indo refugiar-se em Creta, a ilha do famoso rei Minos . Aí, foi incumbido de construir um labirinto, onde o famoso Minotauro viria a ser aprisionado.
Seria, mais tarde, impedido de deixar esta ilha, altura em que concebeu a sua mais famosa invenção, umas asas que lhe permitiriam voar. Pretendia, juntamente com o filho, usá-las para escapar da ilha. No entanto, as coisas não iriam correr bem para o pequeno Ícaro. Ignorando os conselhos de…