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A mostrar mensagens de Outubro, 2015

Os 19 modos válidos dos silogismos - as mnemónicas

São unicamente 19, os modos válidos dos silogismos categóricos. Aqui ficam as respectivas mnemónicas clássicas:

1ª Figura
AAA – Barbara
EAE – Celarent
AII – Darii
EIO – Ferio

2ª Figura
EAE – Cesare
AEE – Camestres
EIO – Festino
AOO - Baroco

3ª Figura
AAI – Darapti
EAO – Felapton
IAI – Disamis
AII - Datisi
OAO – Bocardo
EIO – Ferison

4ª Figura
AAI – Bramalip
AEE – Calemes
IAI – Dimatis
EAO - Fesapo
EIO – Fresison

O que é uma aula? - por Gilles Deleuze

O problema da Liberdade e do Determinismo

No âmbito do tema/problema do determinismo versus liberdade na acção humana deparamo-nos com diversas teorias explicativas. Como cada teoria parte de premissas diferentes acerca do problema facilmente se compreende que cheguem a conclusões diferentes. Assim, podemos adoptar três perspectivas diferentes perante o problema da existência ou não do livre-arbítrio – a possibilidade da livre escolha do ser humano quanto à realização das duas acções –, ou seja, o determinismo, o libertismo e o compatibilismo.
DETERMINISMO O determinismo é a base da concepção científica da natureza (física clássica) que considera que cada acontecimento decorre necessariamente da série de acontecimentos e circunstâncias que o antecederam. À semelhança das leis físicas, que explicam a causa da ocorrência dos fenómenos naturais, por analogia podemos considerar que também as acções humanas são regidas por causas que escapam totalmente ao controlo do ser humano. O determinismo defende que o ser humano, pelo facto d…

Liberdade e determinismo.

O determinismo é a hipótese que tudo acontece como resultado do que aconteceu antes. As teorias de Newton e Einstein, por exemplo, são deterministas. Segundo estas, conhecendo por completo o estado do universo neste momento poderíamos conhecer todo o futuro. Em contraste, a mecânica quântica é indeterminista, admitindo que alguns acontecimentos não tenham causa e, por isso, não sejam determinados pelo passado. Muitos defendem que o determinismo é incompatível com a vontade livre e, por implicação, com a responsabilidade moral. O argumento mais forte é o das consequências. Se tudo o que acontece é consequência daquilo que aconteceu antes, como exige o determinismo, então tudo o que eu decidi resultou de uma sequência inevitável de acontecimentos estendendo-se até antes de eu ter nascido. Como isto torna impossível eu ter agido de outra forma tira-me a liberdade de agir por mim. O problema deste argumento é o “podia ter agido de outra forma”. Se eu me encontrasse exactamente na mesma s…

Livre arbítrio - por Daniel Dennet

O que são argumentos?

“Algumas pessoas pensam que argumentar é apenas expor os seus argumentos de uma forma nova. É por isso que muita gente considera que argumentar é desagradável e inútil, confundindo argumentar com discutir. Dizemos por vezes que discutir é uma espécie de luta verbal. Contudo, argumentar não é nada disso. [...] “Argumentar” quer dizer oferecer um conjunto de razões a favor de uma conclusão ou oferecer dados favoráveis a uma conclusão. Argumentar não é apenas a afirmação de determinado ponto de vista nem uma discussão. Os argumentos são tentativas de sustentar certos pontos de vista com razões. Neste sentido, os argumentos não são inúteis; na verdade são essenciais. Os argumentos são essenciais, em primeiro lugar, porque constituem uma forma de tentarmos descobrir quais os melhores pontos de vista. Nem todos os pontos de vista são iguais. Algumas conclusões podem ser defendidas com boas razões e outras menos boas. No entanto, não sabemos na maioria das vezes quais são as melhores conclu…

Argumentar é investigar

“Nem todos os pontos de vista são iguais. Algumas conclusões podem ser defendidas com boas razões e outras com razões menos boas. No entanto, não sabemos na maioria das vezes quais são as melhores conclusões. Precisamos, por isso, de apresentar argumentos para sustentar diferentes conclusões e, depois, avaliar tais argumentos para ver se são realmente bons. Neste sentido, um argumento é uma forma de investigação. [...] Uma vez chegados a uma conclusão baseada em boas razões, os argumentos são a forma pela qual a explicamos e defendemos. Um bom argumento não se limita a repetir as conclusões. Em vez disso, oferece razões e dados suficientes para que as outras pessoas possam formar a sua própria opinião.” Anthony Weston, A Arte de Argumentar, Ed. Gradiva, Lx, 1996, pp. 14-15.

Filosofia e argumentação

“A filosofia é uma atividade: é uma forma de pensar acerca de certas questões. A sua característica mais marcante é o uso de argumentos lógicos. A atividade dos filósofos é, tipicamente, argumentativa: ou inventam argumentos, ou criticam os argumentos de outras pessoas, ou fazem as duas coisas.”

Nigel Warburton, Elementos Básicos da Filosofia, Ed. Gradiva, Lx, 1997, pp. 19-20.

Discurso político, argumentação e ethos

A actividade discursiva política é basicamente polémica e necessariamente persuasiva. As campanhas eleitorais relevam desta actividade geral e sobressaem como período marcante do agir político através do discurso. Ainda que um discurso, por si só, não permita determinar ou justificar direcções e consequências, não deixa, todavia, de mostrar aspectos de um processo mais amplo, que as campanhas eleitorais contextualizam, ao congregarem estratégias diversas de persuasão que culminam no acto eleitoral. O debate eleitoral é um discurso argumentativo polémico, orientado por uma ou mais questões que opõem os participantes e têm origem nas necessidades de esclarecimento e informação do público, identificado no caso vertente com o povo português em geral, o qual, mais do que em qualquer outro debate mediatizado, condiciona a sua construção, orientado para influenciar o «auditório» e levá-lo a agir de um modo muito directo e preciso, num tempo determinado. A argumentação é um processo discursiv…

Técnicas de Apresentação

Introdução Este artigo mostra alguns truques e técnicas para fazer apresentações com sucesso. Uma má apresentação pode por em causa todo um projecto. Por exemplo, a apresentação de um excelente projecto pode tornar-se num fracasso, se a audiência não perceber as potencialidades e qualidade desse projecto, ou seja, se não se souber comunicar.  O que é que uma apresentação pode fazer por si? Dá visibilidade: expõe a pessoa perante os seus colegas e superiores. Dá dinamismo: permitindo interactividade com a audiência. Oportunidade: é o momento de expôr as ideias.
A Comunicação A comunicação é um aspecto muito importante, não só nas apresentações, como em toda a carreira. A apresentação deve ser orientada para a audiência, por isso, não se deve usar o "eu", mas sim o "vós" ou "vocês". Deve saber-se fazer chegar a mensagem que se quer transmitir. É portanto importante saber despertar a atenção da audiência, porque, por exemplo, 5 minutos no palco podem comprome…

A especificidade da acção - por Jesús Mosterín

Deixando de lado alguns usos puramente técnicos da palavra ‘acção’ (por exemplo, acção como participação no capital de uma empresa), o núcleo significativo da palavra estriba na produção ou "causação" de um efeito. A palavra ‘acção’ emprega-se às vezes para falar de animais não humanos (diz-se que a acção das cigarras é benéfica para a agricultura) ou, inclusive, de objectos inanimados (diz-se que a gravitação é uma forma de acção à distância ou que a toda a acção exercida sobre um corpo corresponde uma acção igual de sentido contrário). Mas sobretudo usamos a palavra ‘acção’ para nos referirmos ao que fazem os humanos. Aqui só nos interessa este tipo de acção, acção humana. As nossas acções são (algumas das) coisas que fazemos. Na realidade o verbo ‘fazer’ cobre um campo semântico bastante mais amplo que o substantivo ‘acção’. O latim distingue o agere dofacere (aos quais corresponde em português agir e fazer). Ao substantivo latino actio, derivado de agere, corresponde o s…

Onda Rosa

A Educação pela Arte - conversas no Museu

As acções humanas - por John Searle

Se pensarmos nas acções humanas, imediatamente descobrimos algumas diferenças notáveis entre elas e os outros acontecimentos do mundo natural. Primeiramente, é tentador pensar que tipos de acções ou de comportamento se podem identificar com tipos de movimentos corporais. Mas isso é obviamente errado. Por exemplo, um e o mesmo conjunto de movimentos corporais poderá constituir uma dança, ou uma sinalização, ou um exercício ou uma testagem dos próprios músculos, ou então nada do que foi dito. Além disso, assim como um e o mesmo conjunto de tipos de movimentos físicos pode constituir tipos de acções completamente diversos, assim também um tipo de acção pode ser realizado por um número de tipos grandemente diferente de movimentos físicos. Pense-se, por exemplo, no envio de uma mensagem a um amigo. Podemos escrevê-la numa folha de papel. Podemos escrevê-la à máquina. Podemos enviá-la por um mensageiro ou por telegrama. Ou então, podemos falar-lhe pelo telefone. E, efectivamente, cada um d…

Portugal são dois

Existem dois países diferentes lutando em Portugal. Esta afirmação não espanta, pois há séculos que várias classificações referem uma dicotomia lusitana. Absolutistas e liberais, monárquicos e republicanos, fascistas e democratas, ricos e pobres, esquerda e direita, múltiplas bifurcações foram ventiladas para explicar a situação nacional. Hoje, nenhuma dessas alternativas é relevante. O embate é novo, mas igualmente decisivo. Ao entrar na Europa, em 1986, Portugal apresentava a dualidade típica de país em transformação. Sectores abertos, dinâmicos e integrados confrontavam segmentos arcaicos, reclusos, obsoletos. Graças ao apoio europeu, mas também à capacidade nacional, as décadas seguintes foram espantosas, conseguindo-se uma evolução notável em todos os níveis. Tudo mudou, das infraestruturas à especialização, das condições sociais aos hábitos e atitudes dos cidadãos. A antiga clivagem entre o Portugal progressivo e anacrónico foi-se esbatendo, deixando de ser decisiva. Hoje, em qu…

Lógica e filosofia - por Desidério Murcho

"O estudo da filosofia não é para se saber o que os homens pensaram, mas o que é a verdade das coisas." Tomás de Aquino
Pode-se pensar que a lógica não tem qualquer interesse para a filosofia por ser "meramente formal". Um argumento pode ser válido, poderá alguém argumentar, mas isso não garante que a conclusão seja verdadeira. Como o que interessa à filosofia são as conclusões verdadeiras, a lógica não tem qualquer interesse, diria essa pessoa. A resposta a este argumento é chamar a atenção para duas coisas. Em primeiro lugar, como veremos, nem toda a lógica é "meramente formal". A lógica informal, precisamente, não é formal. A lógica informal estuda muitos aspectos da argumentação que não são estudados pela lógica formal. Todavia, não é possível dominar a lógica informal sem dominar os aspectos elementares da lógica formal. A lógica formal é o alicerce a partir do qual se pode erguer a lógica informal. Em segundo lugar, o argumento ignora que as conclusõ…

Criatividade e Filosofia

O estudo quer-se criativo, aberto a novas ideias, crítico e formativo. E a filosofia é uma disciplina cujo estudo perde o sentido se não se orientar por estes ideais — porque ao contrário do que acontece noutras disciplinas, não há "A Filosofia" para ser estudada. Há apenas os problemas filosóficos e as diferentes teorias e argumentos que os filósofos apresentam, não havendo uma "síntese" ou um consenso que se possa estudar como "A Filosofia". Na filosofia, está-se quase desde o início nas fronteiras do conhecimento. Por isso, é necessário aprender a filosofar e não aprender uma ou outra filosofia — a preferida do professor ou dos autores dos programas do ensino secundário. E aprender a filosofar é aprender a discutir os problemas, as teorias e os argumentos apresentados pelos filósofos — e não aprender a repetir as ideias dos filósofos. Dado que não é possível discutir correctamente ideias filosóficas sem saber lógica, saber lógica é uma condição necess…

Deus e a liberdade

O coração de muitas das grandes religiões — cristianismo, judaísmo, islamismo, por exemplo — é a crença em Deus. Claro que estas religiões — religiões teístas — diferem entre si quanto ao modo de conceber Deus. A tradição cristã, por exemplo, dá ênfase ao amor e benevolência de Deus; na perspectiva islâmica, por outro lado, Deus tem um caráter algo mais arbitrário. Entre os teólogos alegadamente cristãos também há ultrassofisticados que proclamam libertar o cristianismo da crença em Deus, procurando substituí-la pela confiança no “Ser em si” ou no “Fundamento do Ser” ou algo assim. Mas continua a ser em grande parte verdadeiro que a crença em Deus é o fundamento destas grandes religiões. Ora, a crença em Deus não é o mesmo que acreditar que Deus existe, ou que há algo como Deus. Acreditar que Deus existe é aceitar simplesmente uma proposição de um dado gênero — uma proposição que afirma que há um ser pessoal que, digamos, sempre existiu desde a eternidade, é todo-poderoso, perfeitamen…

Religião, filosofia e argumentação

Sempre que, em qualquer post, há algo que tem a ver com a religião, chovem os comentários. É um tema popular. E é bom que as pessoas estejam dispostas a discutir abertamente a religião. Contudo, sinto-me sempre algo incomodado com isso. Porquê? Porque uma das regras centrais da argumentação é a igualdade entre quem argumenta. Não pode haver verdadeira argumentação sobre a matemática dos fluidos entre um especialista na área e eu porque eu nada sei sobre tal coisa. Para eu poder discutir o que quer que seja com tal especialista, tenho primeiro de dominar a matemática dos fluidos, o que implica um estudo de alguns anos. Caso contrário, o tal matemático pode até ser um sacana que me está a enganar e eu não posso saber. É por isso que nunca me sinto bem a discutir temas religiosos com as pessoas que desconhecem a filosofia: eu estou numa posição de vantagem porque conheço os argumentos a favor da existência de Deus, e respectivas objecções; conheço os pensadores que fazem desse tema o po…

Literatura e Filosofia por Cândido Pimentel

Literatura. Filosofia. Por onde decidir? A hermenêutica filosófica aproximou-se da análise literária e suas teorias. E aqueles que de mais perto lidam com a ciência da literatura e ao mesmo tempo se situam no domínio da especulação filosófica não podem deixar de constatar o diálogo significativo que, sobretudo no decurso da segunda metade do século XX, aqueles domínios, em princí- pio historicamente separados, têm mantido. Apesar de ser a hermenêutica filosófica a principal responsável por ter envolvido a filosofia nos temas e problemas da literatura, a aproximação está longe de ser pacífica entre os filósofos, e pelo que pudemos de modo geral verificar, a abordagem do texto filosófico entre os teóricos da literatura não apresenta contornos definidos, imperando o consenso geral de que esse tipo de discurso desorbita do domínio da literatura. Embora reconheçam a possibilidade do seu estudo aplicando-lhe os modelos da análise literária, esta aplica- ção está longe de ter sido suficient…

Argumentação, Verdade e Ser - Nuno Paulos Tavares

A verdade e o conhecimento da realidade são construções de ordem intersubjectiva. A intersubjectividade exige condições: o reconhecimento de racionalidade no outro, a existência de um sistema simbólico de comunicação e a partilha de um contexto. O conceito de contexto remete para a temporalidade e historicidade e é fundamental na compreensão (doação/construção de sentido) de quaisquer fenómenos e realidades. Para ser admitida como verdade com alcance intersubjectivo e ambição de universalidade, qualquer teoria, lei ou tese tem de ser reconhecida como tal. Esta admissão, nunca marcada pelo dogmatismo e espírito acrítico, deve surgir como consequência de um processo de criticismo argumentativo. Por criticismo argumentativo entende-se um exercício racional de crítica ancorado na Lógica e aplicado à situação argumentativa com o propósito de distinguir os argumentos válidos dos inválidos (lógica formal) e assegurar a defesa contra usos manipulativos da retórica (lógica informal). O critic…

Parece simples mas não é.

Aceitei um desafio interessante: pensar na morte como parte da vida. O assunto é complexo. O processo intelectual e emocional também não é simples. O efeito que um exercício destes traz é imensamente gratificante. Não consigo, nem posso, reproduzir numa crónica, as ideias que fluem, os sentimentos que emergem, a coragem que tem de se ter para olhar para si próprio e questionar a sua própria morte, recordando os nossos mortos e vivendo os nossos vivos. Agradeço a mim mesma ter tido a coragem de fazer um percurso de várias sessões. E fi-lo porque em inúmeras ocasiões ouvi do Imame Ismailita que devemos caminhar na vida lembrando-nos sempre que a vida é efémera e que só a alma é eterna; que devemos viver como se fossemos morrer amanhã; e trabalhar como se fossemos viver mais de 100 anos. Um dos exercícios que se revelou importantíssimo na forma como quero viver foi o de imaginar que me é dito que tenho apenas mais um ano de vida. Aceitando esta como verdade incontornável, três questões s…

Coisas sólidas e verdadeiras

O leitor que, à semelhança do de O'Neill, me pede a crónica que já traz engatilhada perdoar-me-á que, por uma vez, me deite no divã: estou farto de política! Eu sei que tudo é política, que, como diz Szymborska, "mesmo caminhando contra o vento/ dás passos políticos/ sobre solo político". Mas estou farto de Passos Coelho, de Seguro, de Portas, de todos eles, da 'troika', do défice, da crise, de editoriais, de analistas! Por isso, decidi hoje falar de algo realmente importante: nasceram três melros na trepadeira do muro do meu quintal. Já suspeitávamos que alguma coisa estivesse para acontecer pois os gatos ficavam horas na marquise olhando lá para fora, atentos à inusitada actividade junto do muro e fugindo em correria para o interior da casa sempre que o melro macho, sentindo as crias ameaçadas, descia sobre eles em voo picado. Agora os nossos novos vizinhos já voam. Fico a vê-los ir e vir, procurando laboriosamente comida, os olhos negros e brilhantes pesquisa…

Os princípios da razão

A lógica assenta em três princípios fundamentais, sem os quais não haveria pensamento possível. Como todos os raciocínios se fundamentam nestes princípios, interessa falar deles. (...) A lógica clássica [aristotélica] formula-os em termos de “coisas”, enquanto a lógica moderna e a logística os exprimem em termos de proposições.  Daremos as duas espécies de enunciados.  1- Princípio de identidade  Enunciados do princípio de identidade: I- Uma coisa é o que é.  II- O que é, é; o que não é, não é.  III- A é A (“A” designando qualquer objecto do pensamento).  Em termos de proposições:  IV- Uma proposição é equivalente a si mesma.  2- Princípio de não contradição e a negação das proposições I - Uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo, segundo uma mesma perspectiva. (...) Não há contradição quando a realidade de que falamos não é julgada, quer num mesmo instante, quer num mesmo ponto de vista, mesmo quando se obtêm juízos que se opõem. Exemplo: “Este camaleão é verde e cinco minutos m…