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Mensagens

A mostrar mensagens de Fevereiro, 2015

Aula Aberta - Racionalidade, Política e Direito

Apresentação do livro "Centenário do Museu de Aveiro"

Bachelard e o senso comum

"Pareceu-me sempre cada vez mais evidente (...) que o espírito científico contemporâneo não podia ser colocado em continuidade com o simples bom senso, que este novo espírito científico representava um jogo mais arriscado, que ele formulava teses que inicialmente podem chocar o senso comum. Nós acreditamos, com efeito, que o progresso científico manifesta sempre uma ruptura, perpétuas rupturas, entre o conhecimento comum e o conhecimento científico, desde que se aborde uma ciência evoluída, uma ciência que, pelo facto mesmo das suas rupturas, traga a marca da modernidade. (...) Podemos, pois, colocar a descontinuidade epistemológica em plena luz (...) A própria linguagem da ciência está em estado de revolução semântica permanente. Às vezes o epistemólogo continuista é enganado quando ele julga a ciência contemporânea por uma espécie de continuidade das imagens e das palavras. Quando foi necessário imaginar o inimaginável domínio do núcleo atómico, propuseram imagens e fórmulas ve…

Teoria do Conhecimento (revisão de conceitos básicos)

Palestras de Geologia

Na próxima quinta feira, 26 de fevereiro, pelas 21:00h, no auditório do edifício da Assembleia Municipal/Antiga Capitania do Porto de Aveiro, vai decorrer a 4ª sessão do Ciclo de Palestras sobre Geologia, com os seguintes temas: EXEMPLOS DE INTERACÇÃO POSITIVA E NEGATIVA DOS MINERAIS NA SAÚDE HUMANA Prof. Doutor Celso Gomes Professor Catedrático (aposentado), Departamento de Geociências da U.A. RECURSOS GEOLÓGICOS Prof. Doutor Simões Cortês Professor Catedrático (aposentado), Departamento de Engenharia de Minas da Universidade do Porto A entrada é livre e gratuita

Crenças

Mulheres/Homens

Medos...

Aula Aberta - Professor Doutor Carlos Borrego - "Ambiente e Alterações Climáticas: políticas e medidas de suporte ao desenvolvimento sustentável."

Raivas...

Sonhos e renúncias

Portugueses e Portugalidade

O carácter cumulativo da ciência - J. R. Oppenheimer

É essencial da própria noção de cultura e de tradição o haver um aspecto cumulativo na vida do homem. O passado está na base do presente, que restringe e modera e que de certo modo limita e de certo modo enriquece. Compreendemos melhor Shakespeare se tivermos lido Chaucer, e Milton se tivermos lido Shakespeare. Apreciamos mais Trevelyan se conhecermos Tucydides. Vemos Cézanne com melhores olhos se tivermos olhado também para Vermeer, e compreendemos muito mais completamente Locke se conhecermos Aristóteles, e S. Mateus se tivermos conhecido Job. Mas na realidade só raras vezes trazemos o conhecimento do que precede em auxílio dos primeiros contactos com o que veio depois; e se é verdade que Job lança luz sobre Mateus, é também certo que Mateus lança luz sobre Job. Podemos compreender muito do que hoje se escreve, conhecendo pouco, explicitamente, do que se escreveu no passado. Podemos saber, e sabemos, muito do que Shakespeare quer dizer e pretende, sem nenhum conhecimento daqueles h…

T. Kuhn - a evolução da ciência

A reflexão de Kuhn sobre a natureza da actividade científica articula-se em três conceitos fundamentais: os conceitos de "paradigma", "ciência normal" e "ciência extraordinária". a) Paradigma Numa determinada época do desenvolvimento da ciência, as investigações científicas são orientadas e estruturadas por um paradigma, isto é, por uma visão do mundo (Weltanschaung), que, sendo geral, inclui não só a teoria científica dominante como também princípios filosóficos, uma determinada concepção metodológica, leis e procedimentos técnicos padronizados para resolver problemas. Assim, o paradigma científico dominante no século XVII, a teoria de Newton, tinha como pressuposto uma representação filosófica da natureza (fundava-se na concepção antiteleológica do mundo natural, concebendo-o como um sistema mecânico regido pelo jogo de forças), apoiava-se nas leis do movimento formuladas pelo próprio Newton, na adopção de uma determinada metodologia (matematização da fí…

Karl Popper - Continuísmo e descontinuísmo

Em Popper, há um certo continuísmo. Ele sublinha que a sucessão das teorias constitui um progresso das ciências em direcção à verdade — a sua meta inalcançável. As teorias refutadas inserem-se nesse movimento de aproximação à verdade. Contra o descontinuísmo radical, afirma que "as nossas teorias são senso comum criticado e esclarecido". O elemento descontinuísta do pensamento de Popper reside no facto de ele não considerar que o progresso se faça por acumulação de conhecimentos — a relação entre velhas e novas teorias, entre a actualidade da ciência e o seu passado, é crítica. As novas teorias corrigem e/ou substituem as anteriores. O desenvolvimento da ciência é imprevisível, porque as teorias científicas são livres criações do sujeito: a referência aos antecedentes só pode esclarecer a situação do problema cuja solução exige um acto criativo que não se pode prever a partir dessa situação. Os progressos mais significativos das ciências constituem revoluções intelectuais e…

Visita ao herbário da U.A.

Epistemologias: continuidade e descontinuidade no progresso da ciência

Segundo os continuistas a ciência progride sem sobressaltos uma vez que cada teoria contém os fragmentos, as bases ou os embriões da teoria seguinte. Os epistemólogos defensores desta perspectiva procuram compreender como é que uma teoria engendra ou prolonga uma outra, estabelecendo relações de filiação entre elas. O continuista tende portanto a considerar as mudanças qualitativas como resultantes de um acréscimo quantitativo, que se constitui de uma forma uniforme, numa escala sempre ascendente. O progresso será então uma lenta e contínua aquisição de novas verdades em que umas proposições engendram outras procurando mostrar de que modo uma proposição mais recente tem as suas raízes em teorias mais antigas e, por sua vez, abre para o futuro um leque de possibilidades. De acordo com os descontinuistas a ciência progride através de rupturas, por negação de teorias anteriores. Estas epistemologias estão especialmente atentas não às filiações mas às rupturas, não aquilo que liga as teor…

ATENÇÃO! Delegação de competências nas autarquias - Municipalização

"O presente decreto-lei estabelece o regime de delegação de competências nos municípios e entidades intermunicipais no domínio de funções sociais, em desenvolvimento do regime jurídico da transferência de competências do Estado para as autarquias locais e para as entidades intermunicipais, aprovado pela Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro." Consultar Diário da República aqui

O racionalismo bachelardiano

A investigação científica passa pela 'ultrapassagem de limites'. Isto significa que não há investigação sem interferência de obstáculos - obstáculos epistemológicos. Estes não são propriamente as dificuldades próprias da complexidade do objecto que se está a investigar; também não são propriamente os limites conceptuais e técnicos dos investigadores; eles são fundamentalmente elementos internos, isto é inerentes ao cientista, que atrasam, dificultam, travam, impedem, desvirtuam a investigação científica. O racionalismo bachelardiano mostra que o próprio acto de conhecer está cheio de impurezas, de imensos segredos que escapam ao controlo do cientista, provocando riscos, cujos se devem fundamentalmente a que, no acto de conhecer, o cientista coloca mais de si próprio do que vulgarmente ele pensa. Daí a necessidade de uma psicanálise do inconsciente do cientista, isto é, a necessidade de mostrar a existência de uma filosofia nocturna (filosofia espontânea dos cientistas, em li…

13 de Fevereiro - Dia mundial da Rádio

Museu de Aveiro - Divulgação do programa de fevereiro

Ética e corrupção

A corrupção é a suprema perversidade da vida económica e da vida política de uma sociedade. É a subversão dos valores social e culturalmente proclamados e assumidos como legítimos. A corrupção, seja activa ou passiva, é a força contrária, o contrafluxo destruidor da ordem social. É a negação radical da ética, porque destrói na raiz as instituições criadas para realizar direitos. Obviamente, a corrupção é anti-ética.
A corrupção pode, em situações extremas e absurdas, chegar a tornar-se a moral estabelecida, a ponto de gerar nos cidadãos o conformismo com o mal social. A nossa História recente tem, a esse respeito, um dos maiores desafios a enfrentar.  Ou bem que os cidadãos reagem activamente e os responsáveis legais agem exemplarmente sem concessões à impunidade, ou o País avança rapidamente para processos de desagregação.
Indignar-se, resistir e combater a corrupção é um dos principais desafios éticos. in scielo.oces.mctes.pt

Ética e política

A política é a acção humana que deve ter por objectivo a realização plena dos direitos e, portanto, da cidadania para todos. O projecto da política, assim, é o de realizar a ética, fazendo coincidir com ela a realização da vontade colectiva dos cidadãos, o interesse público. A função ética da política é eliminar, por um lado, os privilégios de poucos e, pelo outro lado, as carências de muitos, instaurando, deste modo, o direito para todos. São inegáveis os aperfeiçoamentos das instituições políticas em Portugal, ao longo da nossa História. Mas são inegáveis, igualmente, as traições de uma parte da classe política contra essas instituições e contra o mandato que lhes foi confiado. Requer-se, pois, o exercício da cidadania activa e criativa, tanto pelos políticos como pelos cidadãos, reforçando-se e aprimorando-se as instituições políticas, fazendo-as valer de direito e de facto. A cidadania activa, como luta pelos próprios direitos e pelos direitos de todos, é o exercício quotidiano d…

Ética e educação

A educação é uma socialização das novas gerações de uma sociedade e, enquanto tal, conserva os valores dominantes (a moral) naquela sociedade. A educação é também uma possibilidade e um impulso à transformação: desenvolvimento das potencialidades dos educandos. Toda a educação é uma acção interactiva: realiza-se através da informação, da comunicação e do diálogo entre seres humanos. Em toda educação há um outro em relação. Por tudo isso, a ética está implicada em toda educação. Uma educação pode ser eficiente enquanto processo formativo e ao mesmo tempo, eticamente má, como foi a educação nazista, por exemplo. Pode ser boa do ponto de vista da moral vigente e má do ponto de vista ético. A educação ética (ou, a ética na educação) acontece quando os valores no conteúdo e no exercício do acto de educar são valores humanos e humanizadores: a igualdade cívica, a justiça, a dignidade da pessoa, a democracia, a solidariedade, o desenvolvimento integral de cada um e de todos. in scielo.oces.m…

Ética e cidadania

As instituições sociais e políticas têm uma história. É impossível não se reconhecer o seu desenvolvimento e o seu progresso em muitos aspectos, pelo menos do ponto de vista formal. Consideremos, por exemplo, o caso do Brasil: a escravidão era legal até há 120 anos atrás; as mulheres brasileiras conquistaram o direito de votar apenas há 60 anos e os analfabetos apenas há 12 anos. Chamamos isso de ampliação da cidadania. Mas há direitos formais (civis, políticos e sociais) que nem sempre se realizam como direitos reais. A cidadania nem sempre é uma realidade efectiva, nem para todos. A efectivação da cidadania e a consciência colectiva dessa condição são indicadores do desenvolvimento moral e ético de uma sociedade. Para a ética não basta que exista um elenco de princípios fundamentais e de direitos definidos nas Constituições. O desafio ético para uma Nação é o de universalizar os direitos reais, permitindo a todos uma cidadania plena, quotidiana e activa. in scielo.oces.mctes.pt

Ética e meio ambiente

A voracidade predatória do sistema económico vigente olha a Natureza tão somente como uma fonte
de matérias-primas para a produção de mercadorias. Com isso a Natureza torna-se ela pró­pria uma mercadoria. O trabalho é a acção humana que transforma a Natureza para o Homem. Mas para que o tra­ba­lho cumpra essa finalidade de sustentar e humanizar o Homem, deve realizar-se de modo auto-sus­tentável para a Natureza e para o Homem. A voracidade predatória de nosso sistema econó­mico está rompendo perigosamente o equilíbrio da auto-sustentabilidade entre a Natureza e o Homem. Este é um dos problemas éticos mais radicais da nossa geração, pois ameaça a sobrevi­vência futura do planeta e da humanidade. Para se falar em dignidade da vida é preciso, antes, que haja vida. A moral dominante desse sistema económico separa a Natureza da Cultura, e com isso desu­maniza a Natureza e desnaturaliza o Homem. Preservar e cuidar da Natureza é preservar e cuidar da humanidade, das gerações actuais e futur…

Ética e sistema económico

O sistema económico é o factor mais determinante de toda a ordem (e desordem) social. É o princi­pal gerador tanto dos problemas, como das soluções éticas. O fato de o sistema económico parecer ter vida própria, independente da vontade dos homens, contribui para ofuscar a respon­sabilidade ética dos que estão no seu comando. O sistema económico mundial, do ponto de vista dos que o comandam, é uma vasta e complexa rede de hábitos consentidos e de compromissos reciprocamente assumidos, o que faz parecer que sua responsabilidade ética individual não exista. A globalização (falsa universalidade) do sistema económico cria a ilusão de que ele seja legí­timo. As multidões crescentes de desempregados, famintos e excluídos, entretanto, são a demons­tração dessa ilusão. A moral dominante do sistema económico diz que, pelo trabalho, qualquer indi­víduo pode ter acesso à riqueza. A crítica económica diz que a reprodução da misé­ria económica é estrutural. A ética diz que, sendo assim, exigem-se …

Ética e justiça social

A moral tradicional do liberalismo económico e político habituou-nos a pensar que o campo da ética é o campo exclusivo das vontades e do livre arbítrio de cada indivíduo. Também nessa tra­di­ção, a organização do sistema económico-político-jurídico seria uma coisa "neutra", "natural", e não uma construção consciente e deliberada dos homens em sociedade. Por isso, habituamo-nos a julgar que “não é parte da minha responsabilidade ética a situação do desempregado, do faminto, do imi­grante, do fracassado na escola..., só porque esses males não foram produzidos por mim directa­mente”. Um sistema económico-político-jurídico que produz estruturalmente desigualdades, injusti­ças, discriminações e exclusões de direitos, é um sistema eticamente mau, por mais que seja legalmente (moralmente) constituído. Consequentemente, o facto de existirem injustiças sociais obriga-nos (a todos) eticamente a agir de modo a contribuir para a sua eliminação. in scielo.oces.mctes.pt

Ética e convivência humana

Falar de ética é falar de convivência humana. São os problemas da convivência humana que geram a necessidade da ética. Há necessidade de ética porque os seres humanos não vivem isola­dos; e os seres humanos convivem não por escolha, mas por sua constituição vital. Há necessi­dade de ética porque há o outro ser humano.  Mas o outro, para a ética, não é apenas o outro imediato, próximo, com quem convivo, ou com quem casualmente me deparo. O outro está presente também no futuro (temporalidade) e está pre­sente em qualquer lugar, mesmo que distante (espacialidade).  O princípio fundamental da ética é este: o outro é um sujeito de direitos e a sua vida deve ser tão digna quanto a minha deve ser. O fundamento dos direitos e da dignidade do outro é a sua pró­pria vida e a sua liberdade (possibilidade) de viver plenamente. As obrigações éticas da convivência humana devem regular-se não apenas por aquilo que já temos, já realizámos, já somos, mas também por tudo aquilo que poderemos vir a ter,…

Cinema no Museu - Aveiro

O Museu de Aveiro apresenta um programa de cinema de divulgação da arte e cultura holandesas ao longo do mês de Fevereiro, resultante de uma colaboração entre a Direcção Regional de Cultura do Centro e a Embaixada da Holanda em Portugal, no plano das relações culturais, entidade que concede os filmes.  A sua apresentação no Museu de Aveiro é de particular interesse no contexto deste Museu de História e de Arte, nos domínios da pintura, arquitectura e design, e onde os filmes sobre Rembrandt e sobre os pintores holandeses apelam desde logo a atenção. Mas ainda no contexto da cidade de Aveiro, pelas afinidades que esta cidade de luz e envolta em água, plena de canais, tem com a geografia holandesa que desafiou a técnica do homem, na construção dos seus diques e outros engenhos hidráulicos.

Umas vezes Caim outras Abel...

Nasci berrando, cresci falando para morrer gritando. Pela palavra me torno e por ela me transformo! Obrigado José! Obrigado Saramago, pela discussão que provocaste. Num mundo extremamente contraditório e dialéctico, por mais que se afirmem as teses e as antíteses nunca se chegará à síntese, ou não fôssemos nós seres humanos e não fosse a vida processo! No meio da refrega constato um facto: quer ateus quer teístas precisam de Deus para se definirem. Encontramo-nos todos sobre o mesmo tapete ao serviço da vida! Por vezes, alguns, em confronto com um mundo feito de injustiças, projectam as suas frustrações e desilusões num Deus mudo e inexistente enquanto que outros, irmãos na desilusão, não se conformam com a realidade do presente projectando-a numa realidade futura. Ambas as posições não se encontram à altura do pensar bíblico. Ambos fogem de si mesmos e da realidade envolvente! Em vez de encararmos a realidade e a transformarmos, atiramos tiros para o ar e guerreamo-nos, tal como no …

Como seria o mundo se os países tivessem tamanhos proporcionais à população?

Neste planisfério, o tamanho dos países é definido pela sua população: veja como o Canadá quase desaparece e a Índia ocupa uma porção muito maior do espaço. Em 2015, a Índia tem 1,3 mil milhões de habitantes, enquanto o Canadá tem apenas 35,6 milhões. A diferença abismal é impossível de ver num planisfério normal, que mostra as nações de acordo com o espaço que ocupam no planeta. Mas um utilizador do site Reddit, cujo nome de utilizador é TeaDranks, experimentou fazer uma visualização da Terra se o tamanho dos países se definisse pela sua população. O mapa, que se pode ver, já mostra o Canadá como uma pequena linha, e a Índia como a superpotência populacional que é. A Rússia torna-se um país pequeno, mais pequeno do que o Japão ou a Indonésia, cujos arquipélagos se estendem para comportar as suas populações. É possível também ver marcadas, na versão do mapa em alta definição, as populações de algumas cidades - Tóquio, por exemplo, ocupa mais espaço no mapa do que a Austrália. O mapa f…

Outros equívocos em torno da ciência

EQUÍVOCO: A ciência contradiz a existência de Deus. CORRECÇÃO: Como alguns indivíduos (tanto dentro como fora da ciência) declaram estridentemente as suas convicções, é fácil ter a impressão de que a ciência e a religião estão em guerra. Na realidade, pessoas de muitas fés e níveis de conhecimentos científicos diferentes não veem nenhuma contradição entre a ciência e a religião. Porque a ciência lida apenas com os fenómenos e explicações naturais, não pode apoiar ou contradizer a existência de entidades sobrenaturais — como Deus. 
EQUÍVOCO: A ciência e a tecnologia podem resolver todos os nossos problemas. CORRECÇÃO: Os feitos realizados através da aplicação do conhecimento científico são verdadeiramente surpreendentes. A ciência tem-nos ajudado a erradicar doenças mortais, a comunicar com pessoas de todo o mundo, e a construir tecnologias que facilitam as nossas vidas todos os dias. Mas em todas as inovações científicas, os custos devem ser cuidadosamente ponderados em relação aos b…